ALERTA EDUCAÇÃO DE NITERÓI - "Reabertura gradual" precipitada puxada por Rodrigo Neves põe em risco a população e criará pressão por reabertura de Escolas e UMEI's! É momento de reabrir a Educação presencial? NÃO!
Olá colegas educadores/as e trabalhadores/as. Rodrigo Neves vem anunciando desde o final de semana de 16 de maio a "reabertura gradual e responsável" da economia de Niterói, a tal "transição para o novo normal". Os movimentos sociais da cidade, na União dos Fóruns de Luta de Niterói, incluindo o nosso sindicato, o SEPE-Niterói, vêm intensificando a luta contra esta "reabertura" que na verdade é precipitada! Nesta quarta-feira, 21 de maio, saiu o decreto de Rodrigo Neves sobre a "transição". O que está em jogo é muito sério e faço o alerta à Educação de Niterói: a "reabertura gradual" precipitada puxada por Rodrigo Neves põe em risco a população e criará pressão por reabertura de Escolas e UMEI's!
OS RISCOS E OS RESPONSÁVEIS. Não é hora de iniciar "reabertura gradual". O número de contaminações e mortes no Brasil segue crescendo, muito mais que o número de curados, e Niterói não é uma ilha. A "flexibilização" do distanciamento social (entendido como direito dos trabalhadores) neste momento é uma temeridade. Quanto mais as pessoas forem pressionadas a circular na cidade, mais aglomerações, mais circulação do vírus, mais contaminações, mais pressão no sistema de saúde, mais mortes. Não é momento de nenhuma "flexibilização" em Niterói, pelo contrário. E quem são os responsáveis por colocar o povo trabalhador da cidade em risco? Bolsonaro, desde sempre, com sua política de morte, de sabotagem do distanciamento social e de mobilização das hostes bolsonaristas, expressivas em Niterói. Os megaempresários, a grande burguesia brasileira e niteroiense, que vem se unificando numa política de desmonte do distanciamento social e que colocaram as cartas na mesa: se não reabrir, sabotaremos a economia da cidade. E por fim, Rodrigo Neves, que cede a todas estas pressões.
A EDUCAÇÃO DE NITERÓI EM RISCO. A "reabertura gradual", precipitada, ainda mais sob as pressões em curso, cria, inevitavelmente, uma pressão que atinge em cheio a nós, profissionais da educação e estudantes: a reabertura de Escolas e UMEI's. A volta do funcionamento "novo normal" da economia exige, cedo ou tarde, o funcionamento da educação pública. A burguesia já está fazendo, e fará de maneira mais intensa, essa pressão. Por mais que Rodrigo Neves tenha falado que "as aulas estão suspensas até junho, podendo se adiar esta suspensão", temos que ver as pressões que estão sendo ampliadas sobre nós. É uma temeridade a reabertura da educação: é uma das piores formas de aglomeração de pessoas. Temos que evidenciar a primeira premissa: sequer é o momento de reabrir qualquer coisa que não seja essencial. A outra premissa é: quando for o momento correto de reabertura, como a Educação deverá se adaptar ao contexto pós-quarentena que seguirá sendo um contexto de pandemia (idas e vindas, aberturas e fechamentos, segundas, terceiras ondas)? Num contexto político em que se empurra uma reabertura geral precipitada, não temos nenhuma base para confiar que se será responsável com a reabertura da Educação de Niterói. O contexto infraestrutural educacional de Niterói é o pior possível: as escolas municipais e UMEI's são, via de regra, espaços pequenos, apertados, superlotados, com sérios limites de infraestrutura espacial e de recursos para enfrentar a situação pós-quarentena, pior ainda se a reabertura for precipitada.
O QUE FAZER? Nós, profissionais da educação, não podemos "ficar olhando" as coisas acontecerem contra nós. Temos que, primeiro, estar alertas. Nos Engajar nas lutas de pressão, convocadas pelas redes sociais, pela União dos Fóruns de Niterói e pelo SEPE-Niterói. É uma tarefa de luta de tod@s nós. Se acontece a "reabertura gradual" precipitada, a Educação será a próxima vítima. Precisamos, por outro lado, nos organizar e discutir. Está na nossa mesa a possível greve em defesa da vida, contra uma reabertura precipitada da educação, assim como do conjunto da cidade. Como está sendo a educação no contexto de distanciamento social / quarentena? Como deverá ser a educação após-quarentena, no momento correto de pós-quarentena? Não podemos deixar nas mãos dos governos esta discussão e esta luta defensiva. Precisamos nos engajar na nossa organização coletiva: nas ações de luta e nos espaços de diálogo que o SEPE-Niterói vem chamando e chamará mais. Em diversos espaços de diálogo pelas redes sociais de internet.
DUAS TAREFAS IMEDIATAS: 1) Seguir participando dos chamados da União dos Fóruns de Luta e do SEPE-Niterói para ações na internet, em especial nas "lives" da Prefeitura e do Rodrigo Neves; 2) Nos preparar para participarmos da Audiência Pública online que ocorrerá segunda-feira, sobre a "reabertura gradual" de Niterói - Vamos lutar contra!
TRÊS LUTAS "ESTRUTURAIS": 1) Contra a reabertura precipitada em Niterói, assim como no estado do RJ e no Brasil; 2) Contra o PLP 39/2020, de Bolsonaro, que pretende congelar salários dos servidores públicos estaduais e municipais, assim como congelar investimentos nos serviços públicos. Rodrigo Neves e Wilson Witzel não podem aderir a esta chantagem, disfarçada de "ajuda"! 3) Pensarmos, como educadores/as, que educação temos e qual educação queremos ter atualmente e no futuro breve?
O "novo normal" é insustentável. "Novo normal" é capitalismo de desastre social e ecológico. É impossível uma "adaptação" neste "normal" capitalista, que sendo capitalista, não tem nada de "novo". Ou vamos a um futuro ecossocialista, urgente, ou estamos perdidos!
#CoronaVírusMata
#FiqueEmCasaNiterói
#VidaAcimaDoLucro
#SejaMudança
Vamos à luta!








