Cartografia geográfica? Iniciei a construção de um mapa geográfico da Educação de Niterói, uma forma de concretizar e analisar a complexidade geohistórica da educação (redes?) e das escolas (lugares?), no caso focando na Educação Pública em Niterói, cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Um exercício de espacialidade diferencial, talvez. O mapa está em construção, por hora registra vários tipos de Unidades da Educação Pública (nós?) na região central (um pouco ampliada) de Niterói.
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| Mapa 01. Uma camada de espacialização da Educação Pública de Niterói, região central ampliada. Seleção livre a partir de PrintScreen. |
São seis (6) tipos de Unidades da Educação Pública: 1) Escolas da Rede Estadual de ensino do Rio de Janeiro, localizadas em Niterói (localizações em laranja escuro); 2) Escolas de Ensino Fundamental da Rede Municipal de Niterói (localizações em verde claro); 3) Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI's) da Rede Municipal de Niterói; 4) Telecentros da Rede Municipal de Niterói (localizações em laranja claro); 5) Bibliotecas Populares Municipais da Rede Municipal de Niterói (localizações em preto); 6) Unidades gestoras (é a melhor nomenclatura?) da Fundação Municipal de Educação / Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Niterói.
São trinta e cinco (35) localizações somente na região central ampliada de Niterói. Temos que refletir sobre a densidade sócio-histórico-geográfico-educacional-escolar (registro 01). A lista segue mais abaixo. Cada localização, lugar, está inserido e se insere (ida-e-vinda, dialética das determinações - registro 02) em diversas redes (distribuição de localizações e processos sócio-histórico-geográficos), em diversas escalas (vetores?), elenquemos (exercício - registro 03): Ensino Médio, Ensino Fundamental, Rede Estadual de ensino, Rede Municipal de ensino de Niterói, Educação de Jovens e Adultos (01-presencial, 02-semipresencial), Educação Especial (01 - escola especial, 02 - perspectiva inclusiva), Bibliotecas Populares, Telecentros, Grupo Técnico-Científico (profissionais da educação 01), comunidades, favelas, profissionais da educação nas escolas (profissionais da educação 02), Educação Infantil, Grupo de Apoio Especializado (profissionais da educação 03), gestores, políticos, propostas pedagógicas, práticas pedagógicas, projetos instituíntes, Educação Ambiental, Educação Integral (este exercício já verifica 28 vetores (?) de processos históricos, geográficos, sociais, políticos, educacionais, escolares).
Rascunho (2) das localizações educacional-escolares no mapeamento 01.
Rede Estadual (em Niterói):
1- Liceu Nilo Peçanha
2- CE Pinto Lima
3- CEJA Niterói
4- EEEE Anne Sullivan (Escola Estadual de Educação Especial)
5- CE Raul Vidal
6- Instituto de Educação Prof. Ismael Coutinho
7- CE José Bonifácio
8- CE Brigadeiro Castrioto
9- CE Aurelino Leal
10- CE Zuleika Raposo Valladares
Rede Municipal de Niterói - Escolas de Ensino Fundamental:
11- EM Alberto Torres
12- EM Santos Dumont
13- EM Anísio Teixeira
14- EM Nossa Senhora da Penha
15- EM Ayrton Senna
16- EM Maestro Heitor Villa-Lobos
Rede Municipal de Niterói - UMEI's:
17- UMEI Alberto de Oliveira
18- UMEI Rosalda Paim
19- UMEI Nilo Neves
20- UMEI Julieta Botelho
21- UMEI Maria José Mansur
22- UMEI Denise Mendes Cardia
23- UMEI Portugal Pequeno
24- UMEI Maria Vitória Ayres Neves
25- UMEI Antonio Vieira da Rocha
26- UMEI Írio Molinari
Rede Municipal de Niterói - Bibliotecas Populares Municipais:
27- Biblioteca Popular Municipal Silvestre Mônaco
28- Biblioteca Popular Municipal Cora Coralina
Rede Municipal de Niterói - Telecentros:
29- Telecentro Morro do Estado
30- Telecentro da CLIN
31- Telecentro Macquinho
32- Telecentro Terminal João Goulart
Rede Municipal de Niterói - Unidades Gestoras:
33- Fundação Municipal de Educação
34- SEMECT (Casa Amarela)
35- Espaço 300
Rascunho (3) de referências teóricas.
O espaço seria heterogeneidade convertida em homogeneidade, diferença convertida em unidade, diversidade convertida em padrão. O espaço é ontologicamente tenso e contraditório, toda unidade espacial, em múltiplas escalas, é um quadro de tensão. Nas sociedades modernas, atuais, capitalistas, a tensão espacial é maior. "A diversidade é padronizada na uniformidade espacial imposta pela técnica e pela intenção da hegemonia" (MOREIRA, 1997, p.11) da classe dominante no capitalismo atual. Mapear o mundo é exprimir em representação do(s) espaço(s) esta realidade tensa. São diversas tensões: "A reação da diversidade das culturas contra a uniformidade técnica planetarizada; da biodiversidade ecossistêmica contra a desarrumação ambiental do planeta; da homodiversidade contra a supressão da unidade do Estado na forma explosiva dos separatismos; do multiculturalismo contra a uniformização técnica dos modos de vida; dos excluídos contra a seletividade da inclusão" (p.11). Falar do espaço é falar da unidade tensa do par diversidade-padrão, relembrando alguns autores clássicos da Geografia: geografia como estudo da terra como mundo diferenciado dos seres humanos (Alfred Hettner); como estudo do movimento dos cheios e vazios (Jean Brunhes); como estudo do mundo como complexidade (Max Sorre); como estudo do lugar como a oportunidade de libertação dos excluídos (Milton Santos).
Cartografia geográfica: "(...) uma cartografia que tome a Geografia como ciência da reflexão da forma de coabitação social que se deseja para homens plurais. Como o olhar que ajude a compreender as relações sociais, econômicas, culturais e de poder político das nossas sociedades em termos espaciais da coabitação da diferença como forma de vida, de modo a contribuir que em cada canto a arrumação e unicidade do espaço seja mais humana e mais justa. Um olhar que fale da diferença, e não apenas da unidade como padrão" (p.11).
Referências:
MOREIRA, Ruy. Da região à rede e ao lugar: A nova realidade e o novo olhar sobre o mundo. In. Revista Ciência Geográfica, v. III, n.6, p.01-11. São Paulo: AGB-Bauru, 1997.

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